e a vida volta ao normal

acabou a copa do mundo, acabou minhas micro-férias :-(

uma pena … amanhã a vida volta a dura rotina de trabalhar, não que ache ruim trabalhar, eu gosto, mesmo e gosto do que faço, mas num tenho a mobilidade que gostaria de ter…
sempre ouvia dizer que nos anos 2000 tudo seria diferente, acho que como eu estava há mais de 10 anos de distância dos anos 2000 e como eu era criança imaginava que em 2000 estariamos próximos de uma vida a la Jetsons.
e nestes meus sonhos imaginava que poderia estar trabalhando mais livre, mais em casa, num wi fi-café, na rua – infelizmente esta vitória ainda num consegui, apesar de trabalhar com TI; quem sabe, não está tão longe – esta coisa de trabalhar trancado em um escritório todo dia, me entedia um pouco saca?

férias em SP é bom, constatei isso mais uma vez, deu pra colocar várias coisinhas em dia, em ordem, faltou um armário, com duas gavetas que estou com um pouco de medo de mexer.

quanto a Copa, bem ela se foi, agora é esperar por 2014, aqui pertinho da gente em SP, RJ, BH… Porto Alegre, Brasília, Manaus, Salvador… e outas cidades que você está ou está perto.

em 2014 teremos uma pressão grande por vencer, e vencer bem – brasileiro já nasce entendendo e cobrando por  futebol.
quanto a 2010, a grande surpresa foi pra mim a Africa do Sul, sim ela mesmo; constatamos que eles sabem se organizar e fazer uma copa quase que perfeita, o mundo tinha medo de como seria uma copa após a Alemanha 2006.

nos campos venceu a garra da Espanha, merecido, diga-se de passagem a seleção cresceu durante a Copa, num teve um caminho fácil até a final e venceu a bem montada e planejada seleção holandesa.
a Holanda não tinha um futebol para ser campeão, mas tinha sim um bom futebol; do jogo que vi o melhor foi contra o Uruguai onde pra mim eles provaram porque estariam entre os 02 primeiros do mundo.
me decepcionou a tratativa da imprensa perante os holandeses, mesmo antes da final contra a Espanha já se sentia um ar de “vamos secar” com matérias muitas vezes desqualificando os laranjas.

pra que?
não foi notório que o Brasil perdeu com justiça para a Holanda? aliás nós não perdemos de nós mesmos?
sobraram críticas pra seleção, técnico e jogadores… mas a paixão encobriu tudo isso e o pós ressaca da eliminação deu lugar a uma injusta enxurrada de críticas a Holanda – até apartheid foi citado !!!???

quero deixar claro pra terminar que só não concordo com o nível das críticas; foi claro e evidente que a Espanha jogou muito mais e mereceu o caneco deste ano na partida final.
bom, vou aproveitar agora porque ainda tenho pouco mais de 18 horas até eu entrar de novo pelo escritório
;-)

autoritarismo, deu no que deu

ontem a noite na mesa de um bar, bebendo minha cervejinha entre amigos no interior paulista coloquei exatamente este ponto em discussão  - o autoritarismo na seleção de Dunga.

expus meus pontos de vista, de que nosso técnico é de um tempo que não existe mais – impôs uma ditadura na seleção com o discurso de “vamos blindar a seleção”.

visivelmente víamos jogadores antes calmos e simpáticos como Kaká, Julio César entre outros irritados com todos os jornalistas, sendo eles brasileiros ou não… reflexo do que havia internamente na concentração.

hoje ao abrir a Folha de São Paulo me deparei com este editorial de Jânio de Freitas que expõe exatamente o que comentei ontem.

por isso fui contrário ao movimento anti-Globo (que aliás não vingou), no episódio dos xingamentos que vimos na semana passada na TV e aos que defenderam Dunga foram precipitados, ou movidos pela paixão anti-Globo…  que praticava apenas jornalismo (neste caso).
Sim, o destino mostrou que nosso ex-técnico é muito Burro e alguns movidos pela paixão quebraram a cara.

Jânio de Freitas para Folha de São Paulo de hoje, 04/julho/10.

A pátria sem chuteiras


A prioridade de Dunga não era a seleção, eram considerações particulares. Impostas a partir do poder

A SELEÇÃO DUNGA trouxe à tona um remanescente, na vida brasileira, de que o país tanto deveria se livrar quanto se recusa a encarar. Tudo na seleção, desde o primeiro momento, baseou-se em um exíguo corpo de ideias, e consequentes práticas, que caraterizam o mais deslavado autoritarismo. Era a velha e sempre viva regra: contra a liberalidade descontrolada, não a busca do equilíbrio, mas o autoritarismo.
No estilo anos 30 do século passado, o instrumento simbólico foi o patriotismo (com ou sem aspas). Os chamados à seleção seriam os que Dunga considerasse “dispostos a defender a seleção brasileira com todos os sacrifícios”. Se assim foi o começo, no fim derrotado Dunga exaltava “esses jogadores que ficaram 52 dias distantes de tudo”. Proibidos de contato com a vista do seu público, proibidos de conversar com jornalistas, proibidos de reunir-se a familiares, proibidos, proibidos. Os 52 dias não foram de concentração, foram de repressão de uma parte e sujeição passiva de outra.
Exigência que Dunga estendeu à imprensa, posta, com bastante passividade, sob a boçalidade como tratamento pessoal e a censura como prática, nas proibições ao trabalho habitual de reportagem e na exiguidade das informações permitidas à população ansiosa. Autoritarismo explícito, na forma mais sentida pela imprensa, e nem por isso mais intolerada. Críticas houve, sim, cautelosas e superficiais; reação, nenhuma. Nem quando Dunga investiu, ao vivo e em cores, contra um comentarista equilibrado, competente, sempre bem humorado e educado, Alex Escobar, nem aí houve sequer um mínimo ato representativo de repulsa ao autoritarismo.
Dunga brindou-se como um ser coerente e foi consagrado como tal, nas ressalvas incluídas pelos críticos às próprias críticas. Ficou dado, assim, um novo nome para a prática da injustiça. Na concepção “coerente” de Dunga, de nada valeram o esforço e o mérito de ser o melhor ou estar melhor. Se jogadores caídos na reserva em seus times são chamados a preterir jogadores em fase de excelência, que seleção é essa? E o que significa para os preteridos? E com que autoridade representa o estágio verdadeiro futebol do país? Apenas valeu o voluntarismo autoritário.
Neste sentido, Dunga fez uma síntese exemplar, quando explicou a convocação de um jogador que está como terceiro goleiro no seu time: “Quando eu convoquei o Dani da primeira vez, ele veio contra a vontade do técnico dele e por isso foi posto na reserva quando voltou pra lá. E o que os outros jogadores iam dizer agora? “Olha o que o Dunga fez com ele…’”. A prioridade não era a seleção, no sentido esperado, eram considerações particulares. Impostas a partir do poder. Não da coerência, do reconhecimento justo e dos deveres da função.
A todas as críticas, ou ao que sua visão paranóide tomou por tal, Dunga ofereceu como contraste a devoção e a entrega dos seus cativos à pátria. Não por acaso, na hora de partir para a cruzada patriótica a seleção fora receber a bênção do primeiro mandatário e de sua mulher devidamente paramentados em verde e amarelo.
Mas brasileira é que a seleção não foi, nunca. Futebol fosco e tosco, de gente insegura e desnorteada ante a possível adversidade, nenhum momento de brilho verdadeiro, jamais um encanto de brasilidade. E um histérico à beira do campo ao ver que seu autoritarismo não transpunha fronteiras. Tudo não passou de uma manifestação a mais, e inconteste, do autoritarismo persistente na vida brasileira.

Até 2014

Rompendo o silencio das ferias pra comentar as quartas de final da Copa.

O Brasil parou hoje diante da boa seleção holandesa; Em seu quarto confronto decisivo com o Brasil a Holanda jogou mais, teve hoje mais cabeça fria nos momentos chaves do jogo. Vimos um Brasil preparado para um futebol burocrático sem um atleta de peso que chamasse pra si a responsabilidade ou que fosse moleque o suficiente pra aprontar.
Faltou Ganso, Nilmar, Pato ou Ronaldinho?

O fato é que temos que assumir que fomos longe demais ate, com este time.
Como diz o outro : é o que tem pra hoje.

Que siga a Holanda que há tempos bate na trave… Leve a minha torcida !!!

Sneijder

A tarde o futebol ainda reservou a pérola da Copa. O ultimo minuto da prorrogação de Gana e Uruguai nunca mais se repetira. Cartão vermelho, pênalti perdido fora o bate rebate que sucedeu o lance foi muito para 60 segundos.

Nos penaltis deu o valente Uruguai.

em tempo é bom ver uma narrativa isenta sobre o jogo.

a casa con vergogna !

Depois de 14 dias de copa do mundo conhecemos a grande surpresa do campeonato. A eliminação precoce da Itália foi sem duvida nenhuma a maior zebra deste torneio, e para muitos na bota italiana e fora dela (inclusive para este que escreve) uma grande tristeza.

É verdade que os europeus este ano não estão mostrando a costumeira força do passado; Quantas vezes assistimos a mundiais com 10, 12 seleções européias classificadas a segunda fase e apenas 02 sul-americanas (Brasil e Argentina), este ano as fracas França, Dinamarca, Sérvia, entre outras já se despediram e vimos ainda uma combalida Inglaterra e Alemanha classificadas por pouco.

A Itália tem tradição em se arrastar na primeira etapa e crescer no mata-mata, sempre foi assim, talvez por isso todos nós e eles lá na bota pensávamos que seria impossível a Itália dizer adeus precocemente.

Uma parte de mim já se entristeceu hoje, meu sangue italiano não me permite comemorar ainda um caminho mais fácil para o Brasil na África do Sul, por pouco escapei de ser zoado ao desistir de vir vestido com minha camisa italiana tetra campeã do mundo.

A copa segue, para os paraguaios que mereceram, para os eslovacos que se esforçaram.

A tarde também teve suas peripécias. O Japão passou fácil pela Dinamarca 3:1 e a Holanda confirmou o favoritismo ao vencer a terceira seguida e terminar a primeira fase com 100% de aproveitamento, aliás nas eliminatórias européias os holandeses também não perderam uma partida se quer.

Pergunto se chegou a vez da laranja mecânica, será?

Até agora temos 01 africano, 02 asiáticos, 06 americanos (sendo 04 do sul) e 04 europeus classificados para a segunda fase.

justiça feita na Africa

os jogos de hoje foram menos emocionantes do que os de ontem, porém não menos importantes e ainda ajudaram o Brasil e dificultaram a vida da Argentina – ta bom?

Pelo grupo C a justiça foi feita ao classificar os americanos aos 46 do segundo tempo diante da fraca Argélia e colocou ainda serviu para colocar os americanos  como primeiro do grupo, lembrando que os Estados Unidos tiveram um gol legitimo hoje anulado, assim como tinha tido um gol anulado no último jogo.

Já a Inglaterra fez apenas o necessário para se classificar… a seleção de Beckham até agora está decepcionando.

A tarde, pelo grupo D a sempre fria seleção da Alemanha passou bem (apertado é verdade) por Gana e ficou primeiro do grupo, como sempre tudo dá certo para os bavários… já a Austrália, a zebra do grupo, ganhou, mas ficou por pouco na primeira fase e acabou classificando os ganenses.

Com tudo isso temos de um lado das chaves da segunda fase um caminho fácil para Uruguai que se passar pela Coréia pega o vencedor de USA e Gana e detalhe, se o Brasil sair como primeiro do grupo G estaria deste mesmo lado do parceiramento, fazendo com que o Brasil possa pegar um Uruguai nas semifinais do torneio.

Do outro lado, os hermanos argentinos parece que vão mais uma vez ter muito azar – Se passarem do México no domingo pegam simplesmente o vencedor de Alemanha e Inglaterra nas quartas de final.

Em resumo … tudo favorece ao Brasil, até o momento, mas para isso precisamos sair como primeiro do grupo na próxima sexta-feira.

decisões lógicas

futebol é um esporte apaixonante porque nem sempre o melhor vence, regra comum em basquete, voley e tênis por exemplo onde são raras as chamadas zebras.

é a zebra que faz do futebol imprevisível, que faz a festa de multidões e cala estádios inteiros crentes na vitória – é a emoção do fator surpresa

por isso é o maior esporte do planeta, e faz da Copa o maior evento esportivo, superando inclusive os Jogos Olímpicos.

mas em uma copa, a mesma zebra que sempre costuma passear pelos gramados muitas vezes se esconde e dá lugar ao peso da camisa!

neste primeiro dia de rodada decisiva da fase de grupos que se encerra na próxima sexta-feira, as camisas pesadas de Uruguai e Argentina falaram mais alto.
ambos bi-campeões do mundo passaram com facilidade pelo seus adversários e classificaram-se como primeiro lugar respectivamente do grupo A e B.

México e Coréia sairam como segunda força dos mesmos grupos e desclassificaram os franceses e os sul-africanos, donos da festa.

aliás a França é assim mesmo… ou joga bem e avança até as finais (eliminando nós brasileiros) ou sai logo de cara na primeira fase.

que venham os jogos de amanhã

2014 sem Morumbi

depois de muita novela, muita ameaça a CBF concretizou o que parecia querer desde o começo – a eliminação do Estádio do Morumbi da Copa do Mundo de 2014.

entendo as divergências entre as duas entidades
como tricolor e amante do futebol honesto, não há como não ficar a favor do São Paulo neste embrólio e sinto que até rivais paulistanos como palmeirenses e corinthianos concordam com isso – há o bom senso paulistano de não se construir outro elefante branco no país, mesmo as obras do Palmeira provam isso, um estádio moderno, multi-uso mas não para a Copa.

não é de hoje a divergência entre o tricolor e a CBF, mas desta vez a batalha ultrapassou todos os limites.
foram a cidade e o estado de São Paulo que escolheram o Morumbi como sede do maior Estado da nação, desde o começo… entendo que é um estádio particular, por este motivo desde o começo também se buscou-se patrocínios privados e não públicos e gerou-se descontentamento em certos setores da sociedade, o mesmo deve ocorrer em Porto Alegre e Curitiba, creio eu.
ainda esta semana o tricolor havia divultado que VISA, Camargo Correa e Philips haviam fechado o projeto com o Morumbi.


o São Paulo errou também… errou em ser prepotente, em achar que não  poderia ser punido – apresentou uma proposta aprovada inicialmente pela  FIFA que não se mostrou viável financeiramente (ai o erro),  apresentou  uma segunda, terceira, quarta… e se deixassem uma quinta proposta o que  já era motivo de vergonha! e abuso de paciência.

errou muito mais o comitê de São Paulo composto pelo governo da cidade e  pelo governo do Estado que apoiaram desde o início o Morumbi, mas  nunca suportaram a candidatura.

resta saber como a CBF vai resolver este embrólio.
é obvio que não é possível realizar um evento nacional sem a presença de São Paulo, o centro financeiro do País, responsável por 40% do PIB nacional, a cidade com o maior centro hoteleiro do Brasil, o dobro da capital carioca segundo dados da Embratur.
há como imaginar uma copa na China sem Xangai, ou nos Estados Unidos sem New York?

com a negativa da prefeitura e do Estado de São Paulo em se levantar um novo estádio, para 80 mil pessoas, deixa agora a CBF em um beco sem saída.

anexo a este meu POST a entrevista do contestado Ricardo Teixeira que junto com o Del Nero (presidente da federação paulista) se fazem agora de “vítimas” do comitê paulista e a nota oficial do São Paulo divulgada há pouco pelo tricolor do Morumbi.

resta desejar que o Brasil consiga realizar esta Copa, um país apontado por todos como emergente, mas que ainda lida com este tipo de picuinha.

Nota do Oficial do São Paulo Futebol Clube

Reportagem do UOL fala da repercução

Reportagem da Globo fala da posição da CBF

Reportagem do Estadão fala da abertura de 2014 em SP

copa, tudo igual até agora

falta ainda 02 dias para o final da primeira rodada, mas já podemos ver que a Copa, sempre apresenta algumas verdades que nunca mudam, veja:

1. a Alemanha sempre começa arrebentando.

2. a Itália sempre suando.

3. a Argentina, sempre favorita, que não se confirma.

4. a Holanda sempre vencendo.

… resta saber se Brasil continuará sempre goleando…

Itália de Canavarro empata na estréia com Paraguai

redescobrindo um continente

séculos depois o mundo se volta para a Africa, desta vez por conta do esporte.
a copa do mundo da Africa em seus 02 primeiros dias foi um sucesso, ao contrário do que muitos nos quatro cantos do mundo esperavam.

a FIFA assim como outras entidades européias tinham receios de depois de decadas mandando seus jogos no hemisfério norte, de apostar em um país em desenvolvimento, como já havia feito pela última vez no México em 86.

Sim, há 24 anos atrás.

A Africa foi a escolhida, e não podia ter sido melhor escolhida.
Um país que a 16 anos luta para se reconstruir, para se unificar, tentando ainda ser uma nação.
Lembre-se que este pode ter sido o segundo gol da FIFA neste século, pra mim exercendo o seu principal papel no mundo – unir pela paz.

em 2006 já assistimos a uma unificação alemã, que desde a queda do muro ainda não se mostrava uma só nação.

parabéns a aposta da entidade e principalmente ao Mandela que recuperou uma nação.

fora do comum

já foi um feito a copa ser na Africa, não?

e hoje o show de abertura mostrou que tudo será diferente, fora do que estamos acostumados… a formalidade deu espaço a brincadeira, a desconcentração.

não foi pior nem melhor, foi diferente – talvez é disso que precisamos – sair do quadrado, sair da casinha.

a Africa pode nos mostrar um outro mundo, um mundo diferente para nós, os ocidentais que tanto pregamos um mundo de respeito as diferenças

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