3500 anos depois, a Grécia voltou a ser o centro do mundo

Mais uma vez, alternando entre momentos de apogeu e crises sem fim, os gregos fazem de novo jus ao termo “tragédia grega”.

 

Desta vez a crise econômica que assola a península helênica parece não ter fim e a luz no fim do túnel parece estar cada vez mais distante.
No inicio de 2010 os gregos fecharam um acordo bilionário com o FMI, avalizado pela cambaleante União Européia, de 110 bilhões de euros; Vale lembrar aqui que o Brasil, no auge da sua dívida externa junto ao mesmo FMI devia 150 milhões de dólares (anos 80-90).

 

Alguns números antes de continuarmos …
Grécia   PIB US$   412,521 bilhões (31º)    per capita US$ 36.983 (17º)         IDH 0,855 (22.º) – muito elevado.
Brasil    PIB US$ 2,100 trilhão (7º)             per capita US$ 11.300 (70.º)       IDH 0,718 (84.º) – elevado.

 

 

Não contente com o montante, a primeira parcela de 8 bi deveria ter sido paga em setembro de 2011… e em meio a greves e a quase total estagnação sócio-política que varre o país, o premiê ainda sugeriu que o antes acordo firmado antes, precisava ser aprovado internamente pelo povo; algo do tipo, chegamos ao acordo com o banco agora preciso ver lá em casa se a patroa deixa (?).

O resultado, em 03 dias as bolsas européias e mundiais despencaram, e expuseram mais uma ferida da grave crise européia.

República Helênica

República Helênica

 

A Grécia assim parece viver seu segundo grande período das Trevas. O primeiro, ocorrido em 1.200 AC foi devastador, pegou uma Grécia desunida (como agora), rural e desprevenida, não muito diferente do que vemos agora… a Grécia tem 15% do seu PIB dependente do turismo.
Naquela ocasião a “nação” praticamente deixou de existir, seus palácios e suas cidades foram abandonados e a língua deixou de ser escrita, os gregos se separaram fisicamente e foram viver no campo, isolados, graças a invasão bárbara vinda do norte promovida pelos fortemente armados dórios.

Agora a crise não veio das armas, mas do dinheiro, ou da falta dele, vinda do outro lado do oceano, de uma América inflada pelas penhoras imobiliárias.

 

No passado a Grécia levou quase 400 anos para se reerguer e influenciar todo o mundo ocidental.
Ao final do período das trevas gregas surgiram as primeiras cidades-estados, as olimpíadas (776 AC), os primeiros movimentos renascentistas, que culminaram nos poemas de Homero, nos grandes pensadores como Sófocles e Eurípedes, na matemática de Euclides, e em tantos outros filósofos/pensadores como Sócrates, Platão, Homero, Aristóteles, Péricles e por ai vai… isso tudo sem falar no grande líder de todos os tempos, Alexandre o Grande.
Agora não temos tanto tempo e muito menos tais líderes e/ou pensadores… só temos “políticos” como George Papandreou, Antonis Samaras, Lucas Papademos…

Os americanos já não tem tanto dinheiro e poder como tinham no pós-guerra, quando salvaram a Grécia do período de domínio nazista; Agora o discurso e a ajuda vem do continente europeu, vem da França de Sarkozy e da Alemanha de Merkel, vem do dilema europeu “vamos salvar os gregos e mostrar uma UE unida e forte ou deixar que saiam da zona do Euro expondo nossas fragilidades ?”.

Os gregos estão mais uma vez desunidos, como estiveram tantas outras vezes nas trevas antes aqui citadas ou nas guerras médicas e do Peloponeso, que só contribuíram para períodos de servidão externa, hora para os romanos ou otomanos ou ainda mais recentemente para os nazistas.

 

Os desunidos gregos poucas vezes conseguiram se unir em prol de algo comum, como na independência de 1829 ou nas olimpíadas de Atenas em 2004, foram talvez ingênuos e iludidos ao aderirem a uma Comunidade Européia onde se apoiaram nas promessas de crescimento de um continente sem se importar com o falso crescimento interno e mais uma vez foram também incompetentes ao permanecerem desunidos mais uma vez.

Estádio Olímpico

Estádio Olímpico

Fora a desunião, a falta de sustentabilidade  é o grande motivo da atual crise européia; Nações se sustentaram em uma união alavancada por uma Alemanha e não se reestruturaram para um crescimento auto-sustentável.

Correm o mesmo risco dos gregos os portugueses e espanhóis e numa escala um pouco menor os italianos, estes últimos mais envoltos em uma bolha financeira do que na falta de estrutura.

 

A conta da ilusão do crescimento e das olimpíadas de 2000 chegou…  e chegou bem cara para os gregos.

Fazem somente 10 anos que os gregos aderiram ao Euro é muito pouco tempo para um estrago tão grande.

Independente de bolhas e crises externas a união de um povo de uma nação é essencial, mesmo com desavenças naturais e administráveis, esta é a grande vantagem dos americanos republicanos e democratas, dos britânicos conservadores e trabalhistas e nós aqui do Brasil não podemos repetir a tragédia grega da desunião que tem sido exposta nos últimos anos, mesmo em períodos de crescimento, como o que vivemos, constantemente vemos sinais políticos e sociais de separação, seja em Brasília ou na nossa cidade os cidadãos não tem tido mais vergonha de se mostrarem apartados.

Me pergunto como será em um período de vacas magras se no de vacas gordas já estamos assim.

Obama no Brasil, marcando território

não quis escrever logo de cara porque queria ver no que ia dar a visita de Obama ao Brasil.
a mim me parece que o líder veio mais a passeio do que por qualquer outro motivo…
claro que os americanos nunca dão ponto sem nó (sabiamente), por trás de tudo isso está a vontade de uma nova postura mais próxima ao Brasil e seu novo governo do que a que tínhamos no governo recém terminado.

 

Chegada Romana a Alexandria

Chegada de Navios Romanos a Alexandria

voltando um pouco no tempo, esta visita me lembrou a visita de César (o Júlio César) ao Egito em 47a.c.
naquela época o mandatário supremo do mundo César (hoje Obama) também comandava uma nação que era a maior do mundo sem sombra de dúvida, era a mais potente economicamente, politicamente e não deixava nenhuma dúvida quanto ao seu poderio militar.

César comandava uma Roma que passava por uma das piores crises internas, era um país dividido politicamente (em guerra civil praticamente) e economicamente em crise, cenário atualmente semelhante ao da América pós crise de 2008, e porque não de um certo modo dividido entre o centro Republicano e as costas Democratas.

O Egito era a fonte da riqueza, tinha o trigo que Roma tanto precisava, tinha o ouro e o poder regional (algo como a influência na América Latina e o pré-sal), mas ao contrário do Brasil, já era uma nação totalmente dependente de Roma, inclusive ocupada militarmente.
Hoje vivemos um mundo mais globalizado e cheio de “opções” o que permite ao Brasil não ter exclusividade comercial com nenhuma nação.

Roma desejava ainda manter todo o Mediterrâneo (o mundo ocidental da época) sobre seu poder, semelhanças? a final sabia que tinha uma oposição forte e crescente no Oriente (a Pérsia), hoje a China.

Não é atoa que a China já é o maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando há poucos anos os USA que dominavam este mercado há décadas.
antes de voltar aos dias atuais uma última comparação, ou coincidência, por que não… o Egito também era comandado por uma mulher, raro na época, não menos raro nos governos atuais.

mas voltando, mesmo influenciado pelo aparato de segurança que acompanha a movimentação do líder americano (ahhh vale lembrar que César também caminhava com milhares de militares e navios), nas vésperas de sua visita o Brasil, nós mantivemos  a independência ao se abster na votação do Conselho de Segurança na ONU no caso da Líbia, mantendo assim uma tradição que décadas pelo zelo a paz e pela opção por vias diplomáticas.

posição do governo Dilma inclusive apoiada por membros importantes da oposição como Serra (em seu twitter) e de FHC, que aqui cabe um parênteses – foi muito gentil e elegante (como sempre) em aceitar o convite  do governo brasileiro para se sentar na mesa principal do almoço oferecido ao mandatário norte-americano e não menos gentil foi o gesto da presidenta em convidá-lo, aliás esta se mostra muito mais sensata e capaz que seu antecessor, o vaidoso Lula.

Vale lembrar que a opção por abstenção não quer dizer aceite em defesa do ditador líbio e sim uma ressalva ao uso da força militar e ainda junto ao Brasil votaram Alemanha, Rússia, China e India.

Para terminar este gancho do CS não creio que esta seja a prioridade brasileira atualmente, mas em caso de reforma na ONU vejo sim Brasil, Alemanha, Japão e India como únicos e merecidos a cadeira permanente neste conselho.

 

Obama e Dilma em Brasília

Obama e Dilma em Brasília

ao final das contas Obama veio aqui para que? veio para reaproximar os americanos dos brasileiros, veio buscar apoio, veio lembrar a nós que eles ainda existem, que eles ainda são a grande potência mundial… veio marcar território como fez há pouco tempo na India e estão certos?
sim estão! desde sempre vivemos separados pelas culturas ocidental e oriental.

a visita do líder norte-americano antes da líder brasileira a Washington mostra que o governo americano fez o primeiro gesto, estendeu a mão uma mudança na atitude americana que deve ser levada em consideração.

Outros:
Obama levanta a nossa bola (Brasil 247) http://t.co/q7Vqx5R
Saiba o que traz Obama ao Brasil (Folha de S.Paulo) videocast
Dilma Rousseff convida ex-presidentes para almoço com Obama (GloboNews) http://migre.me/44XKG
Chegada de Julio Cesar a Alexandria (Cleopatra, 1963) http://www.youtube.com/watch?v=pzruB19CFgI

Glasnost

 

capa da Time

capa da Time

fica aqui o rápido registro daquele que foi o maior líder russo de todos os tempos.
numa época que não havia twitter e nem facebook, conseguiu reunir forças e reformar, revolucionar um país, mudando pra sempre a vida dos então soviéticos para os eternos russos.

 

imagina se fosse nos dias atuais? provavelmente teríamos uma China 2.
economicamente quase correta mas politicamente…  faz-se vistas grossas.

 

hoje Mikhail Gorbachev completa seus 80 anos.

 

Reagan e Gorbachev

Reagan e Gorbachev

mais você pode ler em wikipedia http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Gorbachev

o I da CIA é do que mesmo?

CIA

CIA

 

Central Intelligence Agency ou Agência Central de Inteligência, em bom português, é a agência central norte-americana, fundada em 1947, no pós-guerra em substituição a Agência de Serviços Estratégicos; É responsável pela coleta de informações de pessoas, governos, corporações e aconselhar políticas públicas direcionando ou não o governo norte-americano, independente de ser Republicano ou Democrata, aliás uma isenção louvável que poucos serviços ou governos no mundo sabem ter.

Mas o I de Intelligence parece ter sido deixado de lado nos últimos tempos.
Funcionando muito bem durante o pós-guerra, apoiando golpes de estados e situações que garantiam a “paz norte-americana” bem como seus interesses e ideologias, desde os anos 90 a agência tem deixado de lado sua histórica eficiência e cometido grandes enganos, gafes e/ou omissões.

Liberdade Egípcia

Liberdade Egípcia

Porque disso tudo?
Porque a CIA não foi capaz de prever a crise Árabe, região tão vigiada pelos USA? o efeito dominó que varre o norte da África e o Oriente Médio se quer foi mencionado pela central de inteligência, se quer previsto.

a CIA também não previu, no seu maior erro até hoje os ataques de 11 de Setembro, ou não conseguiu evitar.
a CIA não previu a abertura soviética, a queda do muro de Berlim e o efeito dominó no leste Europeu que derrubou dezenas de governos no início dos anos 90, efeito semelhante ao que ocorre agora no mundo árabe.

a História é ciclica minha gente, não é uma ciência exata, mas se repete, tem uma certa lógica, por incrível que pareça.
governos e poderes se alternam há milhares de anos.

um dia Roma dominou o mundo e substimou a Europa, no dia seguinte foi a Europa que arruinou o maior império do mundo antigo, derrubando a clássica Roma.

um dia o Japão foi o gigante do Oriente, por séculos e séculos superior aos vizinhos e suplantando o gigante e grande rival chinês; hoje é a China que manda na Asia e muito em breve no mundo e a seu modo suplanta os eternos rivais japoneses.

Madella foi preso pelos racistas da Africa do Sul e décadas depois virou presidente; aqui mesmo no Brasil FHC e Lula perseguidos pelos militares e a ditadura brasileira viraram presidentes.

o ditado nada melhor que um dia após o outro é o resumo da história da humanidade… talvez por isso a Europa viva por tanto tempo esperando a invasão do Oriente, no sentido contrário das Cruzadas do século XII, XII e XIV.
Talvez por isso os americanos, através da CIA, vivam prevendo um futuro catastrófico para eles, mas não consigam perceber os fatos mais próximos dos dias atuais.
vivem de “prever o futuro” e talvez deixem a história escapar pelos dedos ou preferiam acreditar em um final catastrófico da humanidade a lá 2012, Um dia depois de amanhã e tantos outros blockbusters produzidos por Hollywood.

revolução francesa

revolução francesa

Acho falta a CIA a rapidez que hoje temos através de ferramentas como o Twitter e o Facebook que derrubam governos e fazem hoje as verdadeiras revoluções: as populares!
inspiradas na força das massas como aprendemos na Revolução Francesa de 1789 que iniciou a Era Contemporânea.

Quanto aos dias atuais, espero que não tenhamos tanto derramamento de sangue, ou que o máximo seja evitado, mas estamos na torcida que o Bahrein, a Líbia, o Marrocos, o Iêmen e tantos outros países árabes consigam a sonhada liberdade democrática criada pelos eternos Gregos!

Imagens da crise podem ser conferidas na FOLHA, na CNN e na AL JAZEERA.

Bahrein

Bahrein

Libya

Libya

1808

após um longo período acabei neste final de semana de ler ao 1808, bom livro de Laurentino Gomes.
a demora se deveu a uma longa pausa que fui “obrigado” a fazer por falta de tempo, mas voltando a obra o autor soube reproduzir com uma riqueza de detalhes o Brasil e Portugal do século 19.

o motivo deste post é compartilhar com vcs alguns pontos importantes que foram decisivos para a formação desta nação chamada Brasil e que ainda hoje refletem em nossa forma e jeito de pensar.

gosto de ler este tipo de livro porque antes de mais nada me ajuda a entender os costumes dos brasileiros, a entender do porque somos assim.

Napoleão Bonaparte

Napoleão Bonaparte

Napoleão
primeiro ponto importante a ser destacado é que o Brasil deve sua independência, sua identidade como nação, seu tamanho territorial a um homem que provocou e desencadeou tudo isso – Napoleão Bonaparte, sim o francês.
foi graças a sede de vitória e expansão do império Francês que Portugal olhou para a longínqua terra brasilis.

A invasão francesa foi derrubando todos os reinos europeus, um a um, a última barreira era a Espanha que não se rogou e capitulou; foi conivente com os exércitos de Napoleão e com isso as portas se abriram para os franceses que escalaram o inexperiente (mas amigo de Napoleão) general Junot a invadir Portugal.

Ás vésperas da invasão os portugueses e os sempre “leais” ingleses planejaram o abandono do reino – em poucos dias as Armadas Britânicas e Lusitanas planejaram, a transferência da corte para a América do Sul.

Mudança para o Brasil, o Brasil mudando.
A fuga foi as pressas, a corte portuguesa “saqueou” Lisboa levando ouro, pratarias, livrarias, obras de arte e tudo o que cabia e não cabia nos navios que partiram rumo a Salvador, para se ter uma idéia, na fuga vieram 15 mil portugueses ligados a corte.

Até então o Brasil era uma terra de ninguém – era um “ajuntamento” de províncias que se auto-governavam, mal se falavam; não haviam muitas estradas ligando as capitais, não havia identidade, não havia orgulho, não havia nação.
Tudo era controlado de longe por Lisboa, não haviam direitos, juízes, leis… constantemente as cidades eram atacadas por tribos indígenas, o povo era na maioria escravo importados da África, não haviam bancos, faculdades e escolas, não haviam médicos.

Portugal entre 1500 e 1808 tratava o Brasil como uma simples grande zona exploratória, os navios só vinha aos portos para recolher ouro e outros produtos nativos e trazer escravos e aventureiros.

A chegada de D. João VI fugido de Portugal, protegido pela Inglaterra iria transformar o Brasil em um País.

Portugal esquecido, queda francesa.
Como o livro e a história retratam, o mais fracos dos reis europeus mereceu de Napoleão, quando este já preso em Elba no final de sua vida, a única menção honrosa – “foi o único monarca que me enganou”.

A fuga pegou a França de surpresa, e causou a ira dos portugueses que se viram abandonados pelo dirigente – Portugal iniciaria um dos períodos mais sombrios de sua história, um dos maiores extermínios foi cometido nas terras portuguesas – milhares de portugueses foram mortos pelas tropas francesas durante o período de ocupação.

É bem verdade que houve resistência, a França pela primeira vez enfrentaria o que chamamos hoje de guerrilha – portugueses e espanhóis criaram no interior da penínsulas verdadeiras emboscadas as tropas francesas, diz-se que Portugal e Espanha foram para a França o que o Vietnam foi para os Estados Unidos na década de 70 e estes movimentos minaram o poderio Frances, uma vez que Napoleão precisou realocar forças que lutavam contra a Rússia no leste, o que acabou enfraquecendo os dois lados do combate e iniciou o declínio Frances.

D. João e Carlota Joaquina

D. João e Carlota Joaquina

D. João
Voltando ao Brasil, quando os 15 mil português aportaram no Rio de Janeiro e Salvador não havia nada, como dito anteriormente, tudo precisava ser criado, e foi criado as pressas, em exatos 13 anos.
É bem verdade que a corte não vivia no luxo europeu, a falta do luxo aliás é retratado por vários visitantes do velho continente ao Brasil no período, seja na corte seja no dia a dia das pessoas.
A precariedade do saneamento básico também é destacada diversas vezes, bem como a falta de cultura, de teatros e suas companhias, tudo precisava ser criado e/ou importado… mas o chamado bonachão Príncipe Regente D. João IV, apesar de todas as mazelas da corte, de todas as deficiências administrativas e internas foi capaz de iniciar a identidade brasileira.

Sem D. João o Brasil não seria o país que é hoje, do Rio Grande ao Amazonas, do Rio ao Mato Grosso, o 5º maior país do mundo, ocupando 40% de toda a América Latina.
Seriamos muito provavelmente, um pais destroçado, ramificado em várias nações de língua portuguesa, como ocorreu na América espanhola.
Em compensação a corte portuguesa também nos trouxe a fama portuguesa do jeitinho pra coisa acontecer e funcionar, trouxe a corrupção e o favorecimento de alguns; Em 13 anos de estadia no Brasil a corte nomeou mais barões e condes do que em todo os 500 anos anteriores do Reino de Portugal e Algarves.

Também foi nesta época que se iniciou o ciclo de dependência junto a Inglaterra – custou caro ao Reino de Portugal a fuga para o Brasil, em troca da transferência e proteção o reino abriu os portos brasileiros a navios ingleses acabando com o monopólio de Lisboa, produtos ingleses e franceses invadiram o Brasil e desde então a Inglaterra teria influencia decisiva na vida brasileira até o surgimento das atuais potências mundiais do pós guerra (1945).
É bom lembrar que o Brasil, anos mais tarde, comprou sua independência; O reconhecimento da soberania verde-amarelo veio diante da transferência da dívida que Portugal tinha junto a Inglaterra para o Brasil, foi o preço pela opção não armada do conflito.

Ainda sobre 1808 é bom relatar que D. João apesar da fama de desleixado e bonachão, soube lidar com uma corte corrupta e com verdadeiros inimigos internos, Carlota Joaquina tentou por diversas vezes derrubar o Príncipe e assumir o trono, D. Maria (a rainha) era incapaz e louca para governar, vivia isolada e com todos estes revés e outros tantos, ainda soube conduzir o novo País, virgem, sem cultura, sem infraestrutura, sem luxo, chamado Brasil.

1808

1808

Foi o único rei europeu a comandar um reino diretamente das Américas, conduziu a única corte a sair da Europa em toda a história da humanidade, foi o único rei a enganar Napoleão.

pensata americana

nesta última semana a política externa norte-americana tem tido um destaque um pouco maior do que o de costume, se é que podemos usar este termo porque desde a guerra do golfo nos anos 90, bem antes do 11 de setembro os americanos nunca saíram da pauta geopolítica.

primeiro há poucos dias veio o escandalo do ataque norte americano a mexicanos na fronteira dos dois países, pouco falado por aqui, mas mais um incidente entre os vizinhos do norte, coisa que talvez está tão corriqueira que nem gera manchete.

depois veio mais uma crise Colômbia-Venezuela, que tirando os desvariou Chavista tem em cena mais uma vez o fantoche Uribe fazendo acusacoes contra o vizinho do leste no momento em que se despede do governo.
nada apropriado para um país que passa por uma transição de poder e que caminha para uma política mais cautelosa junto aos vizinhos, apesar do sucessor ser um ex-ministro do atual governo.
no mínimo desnecessário a herança de Uribe.

não contente, os americanos fazem exercícios militares em águas asiáticas, partindo da Coréia do Sul e tom claramente provocativo a Coréia do Norte.
não que este (os comunistas do norte) estejam corretos, muito pelo contrário, mas mais uma vez a América mostra o pavio curto para assuntos diplomáticos.
o que eles (os americanos) ganharam com isso?
ganharam as respostas atravessadas de Pyongyang e críticas da China e da Rússia, que com razão temem por uma escalada da violência no quintal da Asia.

deve ser fácil para os yankes, porque tudo ocorre longe de casa… e se o louco que comanda a Coréia resolve detonar a tal bomba? estamos preparados para mais desastre ecológico causado por uma explosão atômica?

é bom lembrar que ali perto, no Japão, ainda se vê as conseqüências das duas únicas explosões nucleares do mundo realizadas até hoje, pelos americanos diga-se de passagem, mesmo passados mais de 60 anos.

sem falar ainda nas conseqüências do vazamento no golfo do México, que mesmo estancado, ainda vai causar danos a natureza por muito tempo.

mas tudo isso foi ofuscado hoje, quando o mundo acordou com os mais de 91 mil documentos vazados e publicados por jornais de New York, London e Berlin sobre os métodos usados pelos norte-americanos na guerra do Afeganistão (ainda em andamento).

tais documentos falam de crimes de guerra, ataques a civis e ações da inteligência americana.

é bem verdade que nada é surpresa, mas o velho ditado se faz necessário aplicar – o que os olhos não vê o coração não sente – talvez o vazamento dos documentos foi o mais duro golpe neste ano.

mas porque tudo isso? porque este que está aqui escrevendo está decepcionado com a atual postura do governo Democrata de Obama.

um governo que veio apoiado na base do WE CAN e CHANGE – e o que mudou?
infelizmente na política externa, quase nada, ou nada!

links: EuroNews e BBC

USA garantindo o futuro

todos nós sabemos os verdadeiros motivos dos norte-americanos terem invadido o Iraque, sabemos que não havia qualquer arma de destruição em massa… sabemos que só havia petróleo lá, aliás há e muito!

sabe-se também que grandes empresários ligados ao Bush, pai e filho, hoje são empresários do petróleo no Iraque.
até ai, neste post, nada de novo, nada que vc não sabia… hoje foi noticiado que a CIA e pesquisadores norte-americanos “descobriram” nas montanhas do Afeganistão gigantescas jazidas de lítio, componente principal das baterias, inclusive a do seu celular.

as jazidas de tal metal transformarão o Afeganistão no maior produtor rapidatamente do precioso metal, como disse um comentarista americano, transformarão os afegãos nos Arabes do metal, uma referencia a Arábia Saudita maior produtor de petróleo.

conclusão deste post: Como os americanos são sortudos gente !!! Controlam o petróleo iraquiano e agora o lítio afegão!

é a recompensa por serem arduos defensores da Democracia, um prêmio! uma recompensa-divina.

porque que não lutam contra as ditaduras do Sudão, de Honduras, da China… quem sabe não serão premiados também?

redescobrindo um continente

séculos depois o mundo se volta para a Africa, desta vez por conta do esporte.
a copa do mundo da Africa em seus 02 primeiros dias foi um sucesso, ao contrário do que muitos nos quatro cantos do mundo esperavam.

a FIFA assim como outras entidades européias tinham receios de depois de decadas mandando seus jogos no hemisfério norte, de apostar em um país em desenvolvimento, como já havia feito pela última vez no México em 86.

Sim, há 24 anos atrás.

A Africa foi a escolhida, e não podia ter sido melhor escolhida.
Um país que a 16 anos luta para se reconstruir, para se unificar, tentando ainda ser uma nação.
Lembre-se que este pode ter sido o segundo gol da FIFA neste século, pra mim exercendo o seu principal papel no mundo – unir pela paz.

em 2006 já assistimos a uma unificação alemã, que desde a queda do muro ainda não se mostrava uma só nação.

parabéns a aposta da entidade e principalmente ao Mandela que recuperou uma nação.

faixa de gaza, reviews

a matéria de hoje tem como base meu sonho desta noite… como sabem muitas vezes disse aqui que tenho muitos sonhos, intensos e o melhor é que lembro deles com detalhes no dia seguinte. acho que podia ser diretor de cinema, seriado… rs.

o desta noite foi uma viagem de turismo para a faixa de gaza… não me pergunte o motivo do local escolhido; então ai vai a faixa, tão maltrada pelo mundo, tão judiada pelos judeus (olha o trocadilho) que pelo visto aprenderam direitinho com Hitler como tratar um povo.


A Faixa de Gaza (em árabe: قطاع غزة. transl. Qita’ Ghazzah; em hebraico: רצועת עזה, transl. Retzu’at ‘Azza) é uma faixa costeira de terra situada no Médio Oriente ao longo do Mar Mediterrâneo, que faz fronteira com o Egito no sul e é cercada pelo território de Israel a norte e leste. Tem cerca de 41 quilômetros de comprimento, e sua largura varia entre 6 e 12 km, com uma área total de 360 km² sendo um dos territórios mais densamente povoado do planeta, com 1,4 milhão de habitantes para uma área de 360 km².[1] Possui uma infraestrutura precária, bem como uma situação econômica de penúria.[2] A designação “Faixa de Gaza” deriva do nome da sua principal cidade, Gaza, cuja existência remonta à Antiguidade.

Esta área atualmente não é reconhecida internacionalmente como parte de qualquer país soberano, mas é reivindicada pela Autoridade Nacional Palestina como parte dos territórios palestinos. Desde junho de 2007, após confronto armado com o Fatah, o Hamas assumiu o controle da faixa de Gaza.[3] O espaço aéreo e o acesso marítimo à Faixa de Gaza são atualmente controlados pelo Estado de Israel, que também ocupava militarmente o território entre junho de 1967 e agosto de 2005. O território da Faixa de Gaza é cercado por muralhas, tanto do lado egípcio quanto israelense.

(wikipedia)

Durante centenas de anos, o Império Otomano dominou Gaza, até que o território – junto com o restante da Palestina – passou para o controle dos britânicos, com o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Durante a primeira Guerra árabe-israelense, que conduziu à criação do Estado de Israel, Gaza absorveu um quarto das centenas de milhares dos refugiados palestinos expulsos das áreas que hoje fazem parte de Israel.

Gaza

a capital da faixa tem 410 mil habitantes

fora do comum

já foi um feito a copa ser na Africa, não?

e hoje o show de abertura mostrou que tudo será diferente, fora do que estamos acostumados… a formalidade deu espaço a brincadeira, a desconcentração.

não foi pior nem melhor, foi diferente – talvez é disso que precisamos – sair do quadrado, sair da casinha.

a Africa pode nos mostrar um outro mundo, um mundo diferente para nós, os ocidentais que tanto pregamos um mundo de respeito as diferenças

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