iPad 2 na sexta, 27 ?

iPad 2

iPad 2

será, será, será???

quando começam a pipocar notinhas na internet é que a coisa tá ficando quente…
tipo onde há fumaça, há fogo!

Desde abril, a Macworld Brasil anunciou que o iPad 2 chegaria ao país no final de maio ou começo de junho, ainda segunda a publicação as informações foram obtidas com funcionários revendas.

Hoje a mesma revelou que o tablet chega na madrugada de sexta, dia 27… a mesma informação tá circulando na MacMagazine, esta com  direito a fotos de caixas sendo distribuídas,  e claro vazadas, de caixas de iPad 2 com instruções para os logistas em Português-BR.

o que é estranho só disso é que os lançamentos costumam ser simultâneos em vários países… e o boato está só no Brasil (?)


mas pra mim a melhor notícias foi a tal publicação da MP do Bem que agora também chega aos Tablets.
segundo entendi, neste primeiro momento os tablets produzidos aqui terão exoneração de impostos desde que tenham 20% dos componentes fabricados em terras brasilis e em um segundo momento a taxa sobe pra 80%.

bom para nós consumidores que passamos a pagar menos impostos e  bom para o País que passa a produzir…
precisamos pagar menos impostos urgente… nos produtos de TI, nos eletrodomésticos, nos vestuários, etc, etc, etc…
a notícia completa está na Folha.com de hoje, vide link.

Alencar e as torradas queimadas

qdo nos deparamos com a morte ficamos pensativos, sempre; ontem quando vimos José Alencar perder a sua incansável luta contra a ingrata doença nos comovemos porque no fundo no fundo depositávamos a esperança de uma cura definitiva, mesmo sabendo que a maldita doença ainda é incurável e implacável.

pra mim fica a lembrança do vice deixando o hospital sempre sorridente e bem humorado, mesmo sabendo o final da história.

e é por isso que hoje compartilho este texto que recebi por email de uma pessoa muito especial pra mim que mostra como podemos dedicar nosso precioso tempo de vida ;-)

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse:
” – Adorei a torrada queimada…”
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:
” – Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada… Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!”
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro.
Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de
tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar. A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de
relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo.
“As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.”

Obama no Brasil, marcando território

não quis escrever logo de cara porque queria ver no que ia dar a visita de Obama ao Brasil.
a mim me parece que o líder veio mais a passeio do que por qualquer outro motivo…
claro que os americanos nunca dão ponto sem nó (sabiamente), por trás de tudo isso está a vontade de uma nova postura mais próxima ao Brasil e seu novo governo do que a que tínhamos no governo recém terminado.

 

Chegada Romana a Alexandria

Chegada de Navios Romanos a Alexandria

voltando um pouco no tempo, esta visita me lembrou a visita de César (o Júlio César) ao Egito em 47a.c.
naquela época o mandatário supremo do mundo César (hoje Obama) também comandava uma nação que era a maior do mundo sem sombra de dúvida, era a mais potente economicamente, politicamente e não deixava nenhuma dúvida quanto ao seu poderio militar.

César comandava uma Roma que passava por uma das piores crises internas, era um país dividido politicamente (em guerra civil praticamente) e economicamente em crise, cenário atualmente semelhante ao da América pós crise de 2008, e porque não de um certo modo dividido entre o centro Republicano e as costas Democratas.

O Egito era a fonte da riqueza, tinha o trigo que Roma tanto precisava, tinha o ouro e o poder regional (algo como a influência na América Latina e o pré-sal), mas ao contrário do Brasil, já era uma nação totalmente dependente de Roma, inclusive ocupada militarmente.
Hoje vivemos um mundo mais globalizado e cheio de “opções” o que permite ao Brasil não ter exclusividade comercial com nenhuma nação.

Roma desejava ainda manter todo o Mediterrâneo (o mundo ocidental da época) sobre seu poder, semelhanças? a final sabia que tinha uma oposição forte e crescente no Oriente (a Pérsia), hoje a China.

Não é atoa que a China já é o maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando há poucos anos os USA que dominavam este mercado há décadas.
antes de voltar aos dias atuais uma última comparação, ou coincidência, por que não… o Egito também era comandado por uma mulher, raro na época, não menos raro nos governos atuais.

mas voltando, mesmo influenciado pelo aparato de segurança que acompanha a movimentação do líder americano (ahhh vale lembrar que César também caminhava com milhares de militares e navios), nas vésperas de sua visita o Brasil, nós mantivemos  a independência ao se abster na votação do Conselho de Segurança na ONU no caso da Líbia, mantendo assim uma tradição que décadas pelo zelo a paz e pela opção por vias diplomáticas.

posição do governo Dilma inclusive apoiada por membros importantes da oposição como Serra (em seu twitter) e de FHC, que aqui cabe um parênteses – foi muito gentil e elegante (como sempre) em aceitar o convite  do governo brasileiro para se sentar na mesa principal do almoço oferecido ao mandatário norte-americano e não menos gentil foi o gesto da presidenta em convidá-lo, aliás esta se mostra muito mais sensata e capaz que seu antecessor, o vaidoso Lula.

Vale lembrar que a opção por abstenção não quer dizer aceite em defesa do ditador líbio e sim uma ressalva ao uso da força militar e ainda junto ao Brasil votaram Alemanha, Rússia, China e India.

Para terminar este gancho do CS não creio que esta seja a prioridade brasileira atualmente, mas em caso de reforma na ONU vejo sim Brasil, Alemanha, Japão e India como únicos e merecidos a cadeira permanente neste conselho.

 

Obama e Dilma em Brasília

Obama e Dilma em Brasília

ao final das contas Obama veio aqui para que? veio para reaproximar os americanos dos brasileiros, veio buscar apoio, veio lembrar a nós que eles ainda existem, que eles ainda são a grande potência mundial… veio marcar território como fez há pouco tempo na India e estão certos?
sim estão! desde sempre vivemos separados pelas culturas ocidental e oriental.

a visita do líder norte-americano antes da líder brasileira a Washington mostra que o governo americano fez o primeiro gesto, estendeu a mão uma mudança na atitude americana que deve ser levada em consideração.

Outros:
Obama levanta a nossa bola (Brasil 247) http://t.co/q7Vqx5R
Saiba o que traz Obama ao Brasil (Folha de S.Paulo) videocast
Dilma Rousseff convida ex-presidentes para almoço com Obama (GloboNews) http://migre.me/44XKG
Chegada de Julio Cesar a Alexandria (Cleopatra, 1963) http://www.youtube.com/watch?v=pzruB19CFgI

promessas de Kassab, só no papel!

Folha de S.Paulo

Folha de S.Paulo

Principais promessas de Kassab seguem no papel

Eliminar a fila por vaga em creche e construir hospitais são algumas delas

Revitalização do centro e novo Plano Diretor também não avançam; plano de gestão aponta 21 metas cumpridas

JOSÉ BENEDITO DA SILVA
DE SÃO PAULO (FOLHA DE S.PAULO)

Transcorrida a metade do seu segundo mandato (2009-2012), o prefeito Gilberto Kassab (DEM) enfrenta dificuldades com algumas das principais promessas eleitorais.
Entre elas estão construir hospitais, expandir e requalificar corredores e terminais de ônibus, investir no Rodoanel e eliminar o “turno da fome” nas escolas e a fila de espera por vaga em creches.
No total, ele incluiu 223 promessas na Agenda 2012, o plano de metas do mandato. Destas, 21 estão cumpridas, sete nem iniciadas e 195 em andamento -que têm ao menos projeto, estudo ou local.
É nas promessas centrais da campanha, no entanto -aquelas levadas à TV, aos comícios e aos debates eleitorais-, que o prefeito patina.
A construção de três hospitais, por exemplo -uma das promessas mais importantes- segue no papel. Kassab tenta viabilizar uma parceria público-privada de R$ 6 bilhões para erguê-los em Parelheiros (sul), Brasilândia (norte) e Vila Matilde (leste).
Também no papel estão 50 ambulatórios odontológicos- 46 nem têm local.
O prefeito, porém, cumpriu metas importantes na área, como ampliar o Programa Saúde da Família e o número de ambulatórios de especialidades e psiquiátricos.
Nos transportes, Kassab vem atingindo a meta de renovar a frota de ônibus, mas, dos 66 km de novos corredores, nada foi feito. Também não saiu do papel a requalificação de outros 38 km. Dos oito terminais prometidos, apenas um foi construído.
O prefeito investiu R$ 700 milhões do R$ 1 bilhão prometido ao metrô, mas, dos 300 milhões para o Rodoanel, nada foi aplicado ainda.
Na área de urbanismo, metas importantes estão sendo cumpridas em remoção de moradores de áreas de risco e na urbanização de favelas. A revisão do Plano Diretor, porém, está travada na Câmara.

EDUCAÇÃO
Apesar da criação de 20,7 mil vagas, a demanda por creche, que era de 57,6 mil crianças em 2008, chegou a 100,4 mil no ano passado.
A prefeitura diz ser difícil achar terrenos, mesmo empecilho para o fim do “turno da fome” (11h às 15h), que afeta 39 escolas (7% da rede) -eram 66 ao iniciar a gestão.
“Há insuficiência de investimentos diretos em novas escolas e novos profissionais”, diz Salomão Ximenes, da ONG Ação Educativa. Com isso, afirma, a oferta não segue a demanda -de 2008 a 2010, o total de matrículas cresceu 19% e a fila, 74%.

CENTRO
Kassab pretendia fazer da recuperação do centro a principal marca da segunda gestão, como a Lei Cidade Limpa havia sido na primeira.
O maior projeto, porém, o da Nova Luz, enfrenta resistência de lojistas e teve duas audiências sob protesto. Os problemas que marcam a região, como falta de segurança e uso de crack, persistem.
Há, no entanto, várias intervenções em andamento, como a construção do complexo cultural Praça das Artes (Anhangabaú), a requalificação da praça Roosevelt (República) e a reforma de prédios históricos na Sé.
O balanço é “”positivo” para Marco Antônio Ramos de Almeida, superintendente da ONG Associação Viva o Centro. “A recuperação do centro é um processo. O importante é ter continuidade.”

CHUVAS
As enchentes, hoje um dos principais problemas da cidade, não foram um tema central na eleição. Kassab falou em criar parques, plantar árvores e limpar córregos e bocas de lobo -essas metas vêm sendo cumpridas.

Fonte: Folha de S.Paulo, 09/03/2011

1808

após um longo período acabei neste final de semana de ler ao 1808, bom livro de Laurentino Gomes.
a demora se deveu a uma longa pausa que fui “obrigado” a fazer por falta de tempo, mas voltando a obra o autor soube reproduzir com uma riqueza de detalhes o Brasil e Portugal do século 19.

o motivo deste post é compartilhar com vcs alguns pontos importantes que foram decisivos para a formação desta nação chamada Brasil e que ainda hoje refletem em nossa forma e jeito de pensar.

gosto de ler este tipo de livro porque antes de mais nada me ajuda a entender os costumes dos brasileiros, a entender do porque somos assim.

Napoleão Bonaparte

Napoleão Bonaparte

Napoleão
primeiro ponto importante a ser destacado é que o Brasil deve sua independência, sua identidade como nação, seu tamanho territorial a um homem que provocou e desencadeou tudo isso – Napoleão Bonaparte, sim o francês.
foi graças a sede de vitória e expansão do império Francês que Portugal olhou para a longínqua terra brasilis.

A invasão francesa foi derrubando todos os reinos europeus, um a um, a última barreira era a Espanha que não se rogou e capitulou; foi conivente com os exércitos de Napoleão e com isso as portas se abriram para os franceses que escalaram o inexperiente (mas amigo de Napoleão) general Junot a invadir Portugal.

Ás vésperas da invasão os portugueses e os sempre “leais” ingleses planejaram o abandono do reino – em poucos dias as Armadas Britânicas e Lusitanas planejaram, a transferência da corte para a América do Sul.

Mudança para o Brasil, o Brasil mudando.
A fuga foi as pressas, a corte portuguesa “saqueou” Lisboa levando ouro, pratarias, livrarias, obras de arte e tudo o que cabia e não cabia nos navios que partiram rumo a Salvador, para se ter uma idéia, na fuga vieram 15 mil portugueses ligados a corte.

Até então o Brasil era uma terra de ninguém – era um “ajuntamento” de províncias que se auto-governavam, mal se falavam; não haviam muitas estradas ligando as capitais, não havia identidade, não havia orgulho, não havia nação.
Tudo era controlado de longe por Lisboa, não haviam direitos, juízes, leis… constantemente as cidades eram atacadas por tribos indígenas, o povo era na maioria escravo importados da África, não haviam bancos, faculdades e escolas, não haviam médicos.

Portugal entre 1500 e 1808 tratava o Brasil como uma simples grande zona exploratória, os navios só vinha aos portos para recolher ouro e outros produtos nativos e trazer escravos e aventureiros.

A chegada de D. João VI fugido de Portugal, protegido pela Inglaterra iria transformar o Brasil em um País.

Portugal esquecido, queda francesa.
Como o livro e a história retratam, o mais fracos dos reis europeus mereceu de Napoleão, quando este já preso em Elba no final de sua vida, a única menção honrosa – “foi o único monarca que me enganou”.

A fuga pegou a França de surpresa, e causou a ira dos portugueses que se viram abandonados pelo dirigente – Portugal iniciaria um dos períodos mais sombrios de sua história, um dos maiores extermínios foi cometido nas terras portuguesas – milhares de portugueses foram mortos pelas tropas francesas durante o período de ocupação.

É bem verdade que houve resistência, a França pela primeira vez enfrentaria o que chamamos hoje de guerrilha – portugueses e espanhóis criaram no interior da penínsulas verdadeiras emboscadas as tropas francesas, diz-se que Portugal e Espanha foram para a França o que o Vietnam foi para os Estados Unidos na década de 70 e estes movimentos minaram o poderio Frances, uma vez que Napoleão precisou realocar forças que lutavam contra a Rússia no leste, o que acabou enfraquecendo os dois lados do combate e iniciou o declínio Frances.

D. João e Carlota Joaquina

D. João e Carlota Joaquina

D. João
Voltando ao Brasil, quando os 15 mil português aportaram no Rio de Janeiro e Salvador não havia nada, como dito anteriormente, tudo precisava ser criado, e foi criado as pressas, em exatos 13 anos.
É bem verdade que a corte não vivia no luxo europeu, a falta do luxo aliás é retratado por vários visitantes do velho continente ao Brasil no período, seja na corte seja no dia a dia das pessoas.
A precariedade do saneamento básico também é destacada diversas vezes, bem como a falta de cultura, de teatros e suas companhias, tudo precisava ser criado e/ou importado… mas o chamado bonachão Príncipe Regente D. João IV, apesar de todas as mazelas da corte, de todas as deficiências administrativas e internas foi capaz de iniciar a identidade brasileira.

Sem D. João o Brasil não seria o país que é hoje, do Rio Grande ao Amazonas, do Rio ao Mato Grosso, o 5º maior país do mundo, ocupando 40% de toda a América Latina.
Seriamos muito provavelmente, um pais destroçado, ramificado em várias nações de língua portuguesa, como ocorreu na América espanhola.
Em compensação a corte portuguesa também nos trouxe a fama portuguesa do jeitinho pra coisa acontecer e funcionar, trouxe a corrupção e o favorecimento de alguns; Em 13 anos de estadia no Brasil a corte nomeou mais barões e condes do que em todo os 500 anos anteriores do Reino de Portugal e Algarves.

Também foi nesta época que se iniciou o ciclo de dependência junto a Inglaterra – custou caro ao Reino de Portugal a fuga para o Brasil, em troca da transferência e proteção o reino abriu os portos brasileiros a navios ingleses acabando com o monopólio de Lisboa, produtos ingleses e franceses invadiram o Brasil e desde então a Inglaterra teria influencia decisiva na vida brasileira até o surgimento das atuais potências mundiais do pós guerra (1945).
É bom lembrar que o Brasil, anos mais tarde, comprou sua independência; O reconhecimento da soberania verde-amarelo veio diante da transferência da dívida que Portugal tinha junto a Inglaterra para o Brasil, foi o preço pela opção não armada do conflito.

Ainda sobre 1808 é bom relatar que D. João apesar da fama de desleixado e bonachão, soube lidar com uma corte corrupta e com verdadeiros inimigos internos, Carlota Joaquina tentou por diversas vezes derrubar o Príncipe e assumir o trono, D. Maria (a rainha) era incapaz e louca para governar, vivia isolada e com todos estes revés e outros tantos, ainda soube conduzir o novo País, virgem, sem cultura, sem infraestrutura, sem luxo, chamado Brasil.

1808

1808

Foi o único rei europeu a comandar um reino diretamente das Américas, conduziu a única corte a sair da Europa em toda a história da humanidade, foi o único rei a enganar Napoleão.

barrigada do UOL, twitter não perdoa!

Ola, desta vez resolvi postar aqui minhas impressões sobre o twitter, fugindo um pouco do mundo da Apple ;-)
apesar tenho algumas coisas a mais, pra falar (ainda esta semana, espero) depois de ver o filme Piratas do Sillicon Valley.

Bem vamos lá, porque do twitter?
Todo mundo sabe, ou soube durante a Copa do Mundo da força e fama que o twitter ganhou devidos as notícias que circularam pelo mundo na ocasião do evento esportivo, mas creio que o primeiro grande acontecimento do microblog foi até um pouco anterior a Copa, talvez durante as eleições no Iran.

Na ocasião muitas forças de oposição do País Persa denunciaram e relataram eventos que aconteciam no País pós-eleições, foram dias de muito agito lá em Teeran e no microblog…  a ferramenta foi usada pela oposição para denunciar e acabou sendo censurada no Iran.
Ai veio a Copa  com o famoso e debochado Cala Boca Galvao que tomou conta do mundo sendo manchete no Brasil e no exterior sendo noticiado até por fontes renomadas como CNN e  Times, por exemplo.

Até ai… nenhuma novidade!
Sou usuário do twitter desde o final de 2008, mas nesta sexta-feira, dia 24/09 é que tive a real dimensão da força do serviço, em como a coisa se espalha em minutos…
Tudo porque a Folha/UOL deram uma “barrigada” como se diz na imprensa, com a “morte do Tuma” desmentida em poucos minutos…
Por acaso, eu tinha acabado de entrar no site, e como todo mundo me assustei com a manchete em letras garrafais nos portais citados, mas qual foi a minha surpresa (e a de todos) quando em menos de 5 minutos a notícia simplesmente sumiu de ambos os sites, pois descobriu-se que era um boato…
Pronto – o termo Tuma já estava entre os 10 mais citados do mundo no microblog, e veja bem, estou falando de 5 minutos!

E foi assim até o início da noite, chovendo comentários sobre o Tuma … até por volta de umas 20/21h quando o termo saiu do top10 global (pelo que eu notei).

Folha/UOL na última sexta-feira

Folha/UOL na última sexta-feira

Com o serviço de micro-postagem nada mais passa desapercebido… e é engraçado saber o que mundo está fazendo naquele momento – não é atoa que o twitter mudou seu slogan para “What’s happening?”.

O twitter nada mais é que uma rede social  de compartilhamento de notícias (ou tem se tornado isso), ao contrário de Facebook e/ou Orkut que tratam do lado mais pessoal… talvez por isso me apeguei facilmente ao microblog porque somos cada vez mais ávidos por noticias, somos bombardeados por informações e o que vc não leu a tarde na capa da Folha a noite já está no arquivo “morto”, a atualização agora é por minutos ao contrário de horas e períodos como era antes dos anos 2000.

O legal do blog, ou melhor microblog é que existem diversas ferramentas que auxiliam na postagem, ao invés de se usar o twitter.com, seja pelo celular ou por extensões do Firefox ou aplicativos instalados nos Macs (e PCs): eu por exemplo uso muito o Echofon para iPhone e para o Firefox.

Pra quem ainda não conhece ou não se rendeu ao twitter, seguem alguns comentários compilados:

Hashtag: é a forma de indexar seu comentário, etiquetá-lo, classificá-lo – para usar basta colocar o símbolo # na frente da palavra, por exemplo #futebol, outro exemplo, na época da eleição no Iran que falei há pouco, todos que postavam sobre a situação em Teeran e/ou as mídias postavam no final do comentário a hashtag #iranelection.

Alguns hashtag famosos no mundo:  #ficaadica, #comoassim, #followfriday, #fail, #facts, qualquer um pode postar e criar hashtag há também uma lista dos mais usados em www.hashtags.org.

@nome_do_usuário: é a forma como você é identificado, seu endereço, exemplo: @eduardo, @silviosantos…

RT: é mais que uma questão de etiqueta, chega a ser uma “regra” do microblog você mencionar a fonte de sua informação quando você vai republicar algo que alguém publicou, o chamado Re-Tweet (RT) seguido do nome como por exemplo, RT: @eduardo: texto com a notícia.

Bom falei de mais… na verdade este post era só para ser um “minhas impressões do serviço” e não um mini manual do usuário… se quer saber mais acesse o artigo do Wikipedia que está bem completo.

http://en.wikipedia.org/wiki/Twitter

Sinais da reviravolta @ Folha de S.Paulo

resolvi re-publicar esta coluna da Folha de hoje porque realmente é o que penso; Existe uma grande questão a ser respondida pelos tucanos ligados a Serra: A que viemos?

JANIO DE FREITAS/Folha de S.Paulo

Sinais da reviravolta


Resta a Serra introduzir alguma perspectiva capaz de seduzir aspirações frustradas do eleitorado

A COINCIDÊNCIA DOS programas de propaganda eleitoral, a se iniciarem nesta semana, com a ultrapassagem de Dilma Rousseff sobre José Serra agora constatada também pelo Datafolha, oferece duas deduções.
Quanto a Dilma, mais significativa do que a conquista da liderança, cedo ainda, a propaganda de TV e rádio é a oportunidade de forçar a continuidade do seu impulso atual e, com uns poucos pontos a mais, alcançar logo a indicação de vitória no primeiro turno.
Essa condição funciona, em geral, como atrativo de votos mais numerosos e mais protetores. É o que se dá, a esta altura, com Eduardo Campos e Sérgio Cabral, com suas crescentes possibilidades de vencer em Pernambuco e no Rio no primeiro turno.
Para Serra, fica evidente que está em sua última oportunidade, ou muito perto dela, de indicar ao eleitorado o motivo de sua candidatura. Que sentido tem, afinal? O que Serra pretendeu a ponto de deixar o governo de São Paulo para lançar-se na disputa pela Presidência?
Sob o peso da aprovação popular de Lula, o próprio Serra diz que não é candidato de oposição, e de fato não se mostra como tal. Adversário da candidata do governo, também não é governista. Logo, o que lhe sobra é uma fímbria pela qual introduzisse algo novo, uma perspectiva capaz de seduzir e convencer aspirações frustradas do eleitorado.
Mas nem vislumbre de alguma ideia assim, até agora. Trata-se de uma candidatura que não se sabe o que representa nem o que pretende além de uma intenção pessoal.
As pequenas lantejoulas que revestem a candidatura de Serra, do tipo “vou duplicar o Bolsa Família” (sem ao menos explicar se em valor ou em beneficiados), ou “vou criar o Ministério da Segurança”, “vou restabelecer os mutirões da saúde”, e outros “vou” que não chegam a lugar algum, prestam-se a ampliar a impressão de vazio dada na improdutiva preferência de sua campanha pelos minúsculos corpo a corpo.
Ocupar-se tanto em criticar Dilma por estar “na garupa” de Lula? Serra e seus marqueteiros poderiam perceber que assim só confirmam o que é a principal bandeira de sua adversária. Façamos justiça: a candidatura de Dilma e seu êxito são produtos de Lula, como Gilberto Kassab foi de Serra, mas o PSDB e seu candidato não têm regateado facilidades e outras colaborações à candidata governista.
O horário eleitoral traz em ocasião oportuna um recurso que tanto pode ser decisivo para Dilma como para Serra. Os três minutos a mais no tempo da aliança petista não alteram a equivalência das oportunidades: em TV e em rádio, sete minutos – tempo de Serra – já são um arremedo de eternidade.
Oneroso, nesse item, é o minutinho de Marina Silva, cujo sucesso nas palestras não se reproduz em mais do que 10% dos eleitores pesquisados, mas talvez o fizesse, em boa parte, com maior tempo de TV. O horário gratuito segue a regra fundamental brasileira: mais renda concentrada em quem já a tem alta.
Para preencher o tempo até o início da nova fase de propaganda, uma boa especulação é a das causas da queda forte de Serra, quatro pontos em três semanas, e do grande ganho de Dilma, com os cinco pontos que a elevaram a 41 contra 33. O debate na Bandeirantes e as pequenas e ruins entrevistas na Globo não convencem como causa de tamanha reviravolta, até porque já insinuada, antes dos programas, em outras pesquisas.

autoritarismo, deu no que deu

ontem a noite na mesa de um bar, bebendo minha cervejinha entre amigos no interior paulista coloquei exatamente este ponto em discussão  - o autoritarismo na seleção de Dunga.

expus meus pontos de vista, de que nosso técnico é de um tempo que não existe mais – impôs uma ditadura na seleção com o discurso de “vamos blindar a seleção”.

visivelmente víamos jogadores antes calmos e simpáticos como Kaká, Julio César entre outros irritados com todos os jornalistas, sendo eles brasileiros ou não… reflexo do que havia internamente na concentração.

hoje ao abrir a Folha de São Paulo me deparei com este editorial de Jânio de Freitas que expõe exatamente o que comentei ontem.

por isso fui contrário ao movimento anti-Globo (que aliás não vingou), no episódio dos xingamentos que vimos na semana passada na TV e aos que defenderam Dunga foram precipitados, ou movidos pela paixão anti-Globo…  que praticava apenas jornalismo (neste caso).
Sim, o destino mostrou que nosso ex-técnico é muito Burro e alguns movidos pela paixão quebraram a cara.

Jânio de Freitas para Folha de São Paulo de hoje, 04/julho/10.

A pátria sem chuteiras


A prioridade de Dunga não era a seleção, eram considerações particulares. Impostas a partir do poder

A SELEÇÃO DUNGA trouxe à tona um remanescente, na vida brasileira, de que o país tanto deveria se livrar quanto se recusa a encarar. Tudo na seleção, desde o primeiro momento, baseou-se em um exíguo corpo de ideias, e consequentes práticas, que caraterizam o mais deslavado autoritarismo. Era a velha e sempre viva regra: contra a liberalidade descontrolada, não a busca do equilíbrio, mas o autoritarismo.
No estilo anos 30 do século passado, o instrumento simbólico foi o patriotismo (com ou sem aspas). Os chamados à seleção seriam os que Dunga considerasse “dispostos a defender a seleção brasileira com todos os sacrifícios”. Se assim foi o começo, no fim derrotado Dunga exaltava “esses jogadores que ficaram 52 dias distantes de tudo”. Proibidos de contato com a vista do seu público, proibidos de conversar com jornalistas, proibidos de reunir-se a familiares, proibidos, proibidos. Os 52 dias não foram de concentração, foram de repressão de uma parte e sujeição passiva de outra.
Exigência que Dunga estendeu à imprensa, posta, com bastante passividade, sob a boçalidade como tratamento pessoal e a censura como prática, nas proibições ao trabalho habitual de reportagem e na exiguidade das informações permitidas à população ansiosa. Autoritarismo explícito, na forma mais sentida pela imprensa, e nem por isso mais intolerada. Críticas houve, sim, cautelosas e superficiais; reação, nenhuma. Nem quando Dunga investiu, ao vivo e em cores, contra um comentarista equilibrado, competente, sempre bem humorado e educado, Alex Escobar, nem aí houve sequer um mínimo ato representativo de repulsa ao autoritarismo.
Dunga brindou-se como um ser coerente e foi consagrado como tal, nas ressalvas incluídas pelos críticos às próprias críticas. Ficou dado, assim, um novo nome para a prática da injustiça. Na concepção “coerente” de Dunga, de nada valeram o esforço e o mérito de ser o melhor ou estar melhor. Se jogadores caídos na reserva em seus times são chamados a preterir jogadores em fase de excelência, que seleção é essa? E o que significa para os preteridos? E com que autoridade representa o estágio verdadeiro futebol do país? Apenas valeu o voluntarismo autoritário.
Neste sentido, Dunga fez uma síntese exemplar, quando explicou a convocação de um jogador que está como terceiro goleiro no seu time: “Quando eu convoquei o Dani da primeira vez, ele veio contra a vontade do técnico dele e por isso foi posto na reserva quando voltou pra lá. E o que os outros jogadores iam dizer agora? “Olha o que o Dunga fez com ele…’”. A prioridade não era a seleção, no sentido esperado, eram considerações particulares. Impostas a partir do poder. Não da coerência, do reconhecimento justo e dos deveres da função.
A todas as críticas, ou ao que sua visão paranóide tomou por tal, Dunga ofereceu como contraste a devoção e a entrega dos seus cativos à pátria. Não por acaso, na hora de partir para a cruzada patriótica a seleção fora receber a bênção do primeiro mandatário e de sua mulher devidamente paramentados em verde e amarelo.
Mas brasileira é que a seleção não foi, nunca. Futebol fosco e tosco, de gente insegura e desnorteada ante a possível adversidade, nenhum momento de brilho verdadeiro, jamais um encanto de brasilidade. E um histérico à beira do campo ao ver que seu autoritarismo não transpunha fronteiras. Tudo não passou de uma manifestação a mais, e inconteste, do autoritarismo persistente na vida brasileira.

2014 sem Morumbi

depois de muita novela, muita ameaça a CBF concretizou o que parecia querer desde o começo – a eliminação do Estádio do Morumbi da Copa do Mundo de 2014.

entendo as divergências entre as duas entidades
como tricolor e amante do futebol honesto, não há como não ficar a favor do São Paulo neste embrólio e sinto que até rivais paulistanos como palmeirenses e corinthianos concordam com isso – há o bom senso paulistano de não se construir outro elefante branco no país, mesmo as obras do Palmeira provam isso, um estádio moderno, multi-uso mas não para a Copa.

não é de hoje a divergência entre o tricolor e a CBF, mas desta vez a batalha ultrapassou todos os limites.
foram a cidade e o estado de São Paulo que escolheram o Morumbi como sede do maior Estado da nação, desde o começo… entendo que é um estádio particular, por este motivo desde o começo também se buscou-se patrocínios privados e não públicos e gerou-se descontentamento em certos setores da sociedade, o mesmo deve ocorrer em Porto Alegre e Curitiba, creio eu.
ainda esta semana o tricolor havia divultado que VISA, Camargo Correa e Philips haviam fechado o projeto com o Morumbi.


o São Paulo errou também… errou em ser prepotente, em achar que não  poderia ser punido – apresentou uma proposta aprovada inicialmente pela  FIFA que não se mostrou viável financeiramente (ai o erro),  apresentou  uma segunda, terceira, quarta… e se deixassem uma quinta proposta o que  já era motivo de vergonha! e abuso de paciência.

errou muito mais o comitê de São Paulo composto pelo governo da cidade e  pelo governo do Estado que apoiaram desde o início o Morumbi, mas  nunca suportaram a candidatura.

resta saber como a CBF vai resolver este embrólio.
é obvio que não é possível realizar um evento nacional sem a presença de São Paulo, o centro financeiro do País, responsável por 40% do PIB nacional, a cidade com o maior centro hoteleiro do Brasil, o dobro da capital carioca segundo dados da Embratur.
há como imaginar uma copa na China sem Xangai, ou nos Estados Unidos sem New York?

com a negativa da prefeitura e do Estado de São Paulo em se levantar um novo estádio, para 80 mil pessoas, deixa agora a CBF em um beco sem saída.

anexo a este meu POST a entrevista do contestado Ricardo Teixeira que junto com o Del Nero (presidente da federação paulista) se fazem agora de “vítimas” do comitê paulista e a nota oficial do São Paulo divulgada há pouco pelo tricolor do Morumbi.

resta desejar que o Brasil consiga realizar esta Copa, um país apontado por todos como emergente, mas que ainda lida com este tipo de picuinha.

Nota do Oficial do São Paulo Futebol Clube

Reportagem do UOL fala da repercução

Reportagem da Globo fala da posição da CBF

Reportagem do Estadão fala da abertura de 2014 em SP

mas já começou 2010

a CNT Sensus ao divulgar ontem mais uma pesquisa de opnião sobre as eleições 2010 ascendeu ainda mais a fogueira da política brasileira.

hoje as TVs basicamente discutiram a queda de Serra, pequena na verdade, mas constante, a pequena subida de Dilma e o fenômeno Ciro.

Folha e Estadão trataram com seriedade o assunto, bem como a Globo News.

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