Artigo: como escolhi entre um MacBook Pro e um MacBook Air – Macworld


É uma dúvida comum: economizar um pouco e ganhar em mobilidade ou gastar mais por poder de processamento extra? A resposta depende de suas prioridades.

Recentemente me debati com um “problema de primeiro mundo”: eu tinha computadores demais. Um deles é o meu iMac, que amo. O outro era meu “notebook poderoso”, um amado MacBook Pro de meados de 2010 com tela de 15” e resolução de 1680 x 1050, além de um recém instalado SSD de 750 GB. E havia também o meu “notebook leve” umMacBook Air de 11” de meados de 2012, que também amo.

Qual o problema? Eu não viajo o suficiente para justificar dois notebooks, e mesmo que o fizesse teria de responder frequentemente à pergunta: “qual deles eu coloco na mala?”. Geralmente eu levava o MacBook Pro quando sabia que precisaria do espaço extra na tela e de seu processador mais poderoso, e nos outros casos eu levava o Air. Feita a escolha eu tinha de me preocupar com quais máquinas tinham os arquivos dos quais eu iria precisar em cada viagem. Resumindo: uma estratégia horrenda que precisava mudar.

A solução que me propus foi vender ambos os notebooks, substituindo-os por um que tivesse uma resolução mais alta, baixo peso e processador mais poderoso, e que ainda assim fosse pequeno o suficiente para caber em quase qualquer mala. E considerando que estamos no mundo real, eu precisava manter o custo total em menos de US$ 2.000.

Os competidores

Em minha busca por um novo notebook, levei em consideração tanto o MacBook Air quanto o MacBook Pro. Considerando que já tenho um Air de 11” e achei o tamanho de tela insuficiente para algumas tarefas, rapidamente o eliminei do páreo.

O MacBook Pro Retina de 15” era tentador, mas esbarrei em alguns problemas que me fizeram eliminá-lo também. Em primeiro lugar o peso: com pouco mais de 2 quilos ele é mais leve que o meu modelo de 2010, mas mais de 1 kg mais pesado que o MacBook Air de 11”, o que é uma grande diferença. E também havia a questão do preço: com meu orçamento de US$ 2.000 eu só seria capaz de comprar o modelo de entrada, e eu não tinha certeza de que o SSD de 256 GB seria o suficiente para minhas necessidades.

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Os dois modelos do MacBook Air: 11″ (atrás) e 13″ (na frente)

Isso deixou apenas dois modelos a considerar: o Air de 13” e o MacBook Pro Retina de 13”. Oscilei bastante entre estes dois modelos, e um dia passei tanto tempo na Apple Store mais próxima que acho que conversei com todos os funcionários de lá. O Air era tentador por causa de seu peso menor, e o Pro por causa da GPU mais rápida e CPU mais poderosa. Eu andava de um lado para o outro, como um pai ansioso ao lado da sala de parto.

A tela

Com o Air eu estava preocupado de que a tela de 1440 x 900 pixels não seria espaçosa o suficiente, especialmente após me acostumar com a tela de 1680 x 1050 de meu MacBook Pro. No MacBook Pro Retina eu não teria esse problema.

Porque eu me importei tanto com a tela? Porque eu pretendia tirar vantagem das resoluções “redimensionadas”, que permitem que ela opere como se tivesse a resolução de 1440 x 900 ou 1680 x 1050 pixels. Esta última me daria exatamente a mesma resolução de meu velho MacBook Pro, mas em uma máquina mais compacta. Por isso passei bastante tempo olhando para a tela configurada para 1680 x 1050, bem como no modo Retina nativo. Aos meus olhos ela pareceu boa.

E além da diferença na resolução, um MacBook Air de 13” com um upgrade de RAM e HD e um processador mais rápido custava apenas US$ 150 a menos que um MacBook Pro Retina de 13” e configuração equivalente. Ou seja, por mais US$ 150 eu levaria uma GPU melhor (Intel Iris vs. Intel HD Graphics) e uma CPU notavelmente mais rápida (um Core i7 de 2.8 GHz contra um Core i7 de 1.7 GHz).

A decisão

Depois de muita análise, tomei minha decisão e comprei um MacBook Pro Retina de 13”, equipado com um processador Core i7 de 2.8 GHz, 8 GB de RAM e um SSD PCIe de 512 GB por US$ 1.999. Fiquei surpreso em ver que a loja tinha esta configuração em estoque, já que o site da Apple me dizia que ela estava disponível apenas sob encomenda.

Assim que levei a máquina para casa, fiquei curioso para ver como ela se comparava aos dois notebooks que iria substituir, em termos de tamanho, tela e desempenho.

Comecei com o básico comparando as dimensões e especificações (RAM, CPU, etc). Uma observação é que embora todas as máquinas tenham processadores Intel Core i7, cada uma é de uma geração diferente, o que se reflete no desempenho.

Em termos de tamanho eu estaria carregando cerca de meio quilo (e alguns centímetros) a mais que meu Air, mas economizando mais de um quilo (e vários centímetros) em relação ao MacBook Pro. Quando as máquinas são empilhadas uma sobre a outra, as diferenças no tamanho se tornam aparentes.

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Uma pilha de MacBooks! Do topo para a base: Air de 11″, Pro Retina de 13″, Pro 2010 de 15″

Obviamente o MacBook Pro Retina de de 13” é um tanto maior que o MacBook Air de 11”, mas não tanto quanto eu imaginava. Apenas 1,4 cm a mais na largura e 2,7 cm na profundidade. Comparado ao meu MacBook Pro de 15”, o modelo Retina de 13” é definitivamente minúsculo. E seu tamanho compacto deve torná-lo mais fácil de usar na classe econômica dos aviões, onde faço boa parte das minhas viagens.

Considerando que um dos meus principais objetivos era preservar a resolução de 1680 x 1050 pixels de meu MacBook Pro de 15”, adoro o fato de que posso operar o MacBook Pro Retina de 13” na mesma resolução (embora simulada). A densidade de pixels é definitivamente maior do que na minha velha máquina, mas constatei que a usabilidade é muito boa.

Quando meus olhos estão se sentindo cansados, posso usar uma resolução intermediária de 1440 x 900 pixels, e quando estão realmente cansados, ou quero ler muito ou relaxar navegando na web, coloco a tela de volta no modo Retina.

Só porque posso instalei o Display Menu, que permite acessar a resolução nativa (2560 x 1600 pixels) da tela. Embora as coisas fossem visíveis na tela, você não irá querer trabalhar nesse modo por um longo período a não ser que tenha visão quase perfeita. Ainda assim foi uma demonstração impressionante.

Uma área preocupante ao usar os modos com “mais espaço” é o aviso que diz que o uso de uma resolução redimensionada pode afetar o desempenho. Faz sentido, já que o computador precisa trabalhar para “criar” uma resolução que não existe nativamente. Mas qual a perda de desempenho com isso?

Testando o desempenho

Para responder a estas e outras questões sobre o desempenho geral ao longo dos anos, rodei vários benchmarks para testar o disco, CPU, gráficos e desempenho geral do novo Mac, bem como das duas máquinas que ele irá substituir, bem como de meu iMac como ponto de comparação.

Eu usei um conjunto variado de ferramentas em meus testes, algumas bem conhecidas (Xbench, Cinebench) e outras menos comuns (GPUTest, Unigine Valley). Não sou um analista profissional, não testei as máquinas em um ambiente controlado nem gastei dias nesta tarefa.

Em vez disso mantive as coisas simples. Criei um novo usuário em cada máquina (para ter certeza de que meus programas adicionais não estariam rodando), reiniciei, fiz login como o novo usuário e rodei cada teste duas vezes, fazendo a média dos resultados. Fiz os testes dependentes de resolução (GPUTest, Unigine Valley e partes do Xbench) tanto na resolução Retina quanto a 1680 x 1050. Também rodei o GPUTest e o Unigine Valley na resolução de 1152 x 720 pixels, a maior que coube no Air.

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Clique para ampliar a tabela com os resultados

Estas são algumas coisas interessantes que descobri durante os testes:

“SSDs” PCIe Flash são incrivelmente rápidos: o MacBook Pro Retina de 13” ficou quilômetros à frente dos outros Macs (que usam SSDs) nos testes de disco.

O desempenho dos Core i7 continua a crescer: os processadores da família Haswell usados no MacBook Pro Retina de 13” são de 30% a 60% mais rápidos (dependendo do teste) que os da família Arrandale no MacBookPro de 2010, e de 15% a 30% mais rápidos que os Ivy Bridge no MacBook Air de 2012.

Meu “poderoso” MacBook Pro não é tão poderoso: embora eu soubesse que ele estava envelhecendo, e tivesse certeza de que ele seria trucidado pelo modelo Retina, fiquei surpreso em ver que meu MacBook Air de 11” também superou o MacBook Pro em praticamente todos os testes, apesar o processador de 2.66 GHz e GPU dedicada no Pro, contra o processador de 2 GHz e vídeo integrado do Air.

O desempenho gráfico em notebooks subiu muito: A nova máquina com tela Retina de 13” está muito à frente dos outros notebooks quando o assunto são gráficos. Quando usado na resolução Retina, sua taxa de quadros na maioria dos testes foi quase o dobro dos outros notebooks, mesmo no caso de janelas com tamanhos idênticos.

Ainda assim, os notebooks não são monstros de processamento gráfico. Embora o desempenho da nova máquina seja impressionante comparado aos seus predecessores, não é nada comparado a um iMac de quase três anos de idade, que está no topo do ranking em quase todos os testes.

O modo redimensionado causa um impacto no desempenho: tanto o Unigine Valley quanto o GPUTest mostraram uma queda dramática no desempenho ao rodar em 1680 x 1050. Não só há mais pixels para mover durante estes testes, mas os pixels são simulados, o que faz com que a máquina trabalhe mais. Estas são as más notícias. As boas são que, mesmo com o desempenho reduzido, ambas as máquinas ainda são graficamente mais rápidas que quaisquer um de meus notebooks antigos.

As notícias melhores ainda são que a queda no desempenho não é vista ao fazer coisas normais como trabalhar no Finder ou com apps. Houve apenas uma queda mínima nos resultados do Quartz e de interface no Xbench no modo de 1680 x 1050 pixels. Ou seja, enquanto eu não estiver usando a máquina para jogar ou trabalhar com gráficos em OpenGL, há pouco impacto no dia-a-dia.

No final das contas…

Tenho meu MacBook Pro Retina de 13” há alguns meses, e ele tem se mostrado um substituto ideal para ambos os meus notebooks antigos. Em troca de um pequeno aumento no tamanho e no peso em relação ao meu MacBook Air de 11”, ganhei uma máquina muito mais rápida que não só tem uma tela fisicamente maior, como uma resolução muito mais alta.

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Ao vencedor, a glória!

Mas a verdadeira revelação é quanta diferença quatro anos fazem em termos de poder de computação. Embora meu notebook de 2010 ainda seja bastante funcional, os avanços nos processadores, GPUs, armazenamento, bateria, design de hardware e telas o transformaram em algo parecido como um dinossauro.

A única vantagem que o velho MacBook Pro oferece sobre o novo é a tela maior, e se eu estivesse disposto a gastar mais dinheiro e carregar um pouco mais de peso, poderia ter ele também, na forma do MacBook Pro Retina de 15”.

Mas considerando as minhas necessidades, o MacBook Pro Retina de 13” parece ser a máquina ideal para todos os momentos. Alguém aí precisa de um dinossauro?

Artigo: como escolhi entre um MacBook Pro e um MacBook Air – Macworld.

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